Ação educativa alerta sobre prevenção de doenças

 

O Hospital Ophir Loyola promoveu na manhã desta terça-feira (25) uma ação educativa com ênfase na promoção e proteção de saúde para pacientes, acompanhantes e servidores. A programação trouxe uma abordagem multiprofissional e alertou sobre riscos e formas de prevenção abordando temas atuais na área de saúde e sua relação com a qualidade de vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) conceitua qualidade de vida como a percepção das pessoas acerca da posição que ocupam socialmente, considerando aspectos como cultura, valores, objetivos e expectativa em relação à própria vida. Mesmo que esse conceito de qualidade contemple percepções individuais, alguns aspectos são comuns e universais, como o bem-estar físico e psicológico, as relações sociais, o ambiente, o nível de independência e as crenças pessoais ou religiosidade.

O projeto de Educação em Saúde será realizado uma vez a cada mês. A enfermeira Maria do Rosário Fernandes, que coordenada a Divisão de Educação Continuada e Prevenção do Câncer, informa que a ação contribuiu de forma decisiva para a consolidação dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde: universalidade, integralidade, equidade, descentralização, participação e controle social.

“Os familiares dos pacientes fazem parte do principal grupo de risco para câncer e estão recebendo orientações sobre alimentação saudável, disfagia, alterações vocais, prevenção e detecção precoce de diversas doenças. Essas atividades visam a promoção da saúde, entendida como uma estratégia utilizada para enfrentar os problemas que afetam o organismo, por meio da articulação técnica e popular, já que aqui recebemos pessoas de todos os municípios paraenses”, informou.

Há algum tempo, a aposentada Marta Ribeiro, 68 anos, sofre com incontinência urinária, problema que atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino e na população idosa. “Recebi alguns esclarecimentos, sanei algumas dúvidas e agora vou procurar cuidar mais da minha saúde”, disse.

Durante a programação, as mulheres receberam orientações sobre as disfunções urinárias, sexuais e alterações que ocorrem devido a algum tratamento oncológico ou por fraqueza nos músculos da região íntima. Muitas vezes essa área é deixada em segundo plano, mas os problemas que afetam interferem na autoestima e qualidade de vida dessas mulheres.

“Estamos conscientizando esse segmento sobre o corpo feminino, mostrando a anatomia da região pélvica para elas terem noção da importância dos músculos que devem ser trabalhados. Quando elas já apresentam algum tipo de alteração é feito um tratamento específico para melhorar a contração e exercícios de fortalecimento da musculatura dessa região”, informou Marina Pereira.

A equipe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) abordou sobre o protocolo de lavagem das mãos como meta para a redução da propagação de doenças. “As mãos são as principais vias de transmissão de bactérias, higienizá-las é uma medida simples e barata, porém muito importante para evitar uma infecção. Não é apenas lavar por lavar, mas higienizar adequadamente desde a palma, dorso, espaço entre os dedos, polegar, articulação, unhas, extremidades dos dedos até o punho”, ensinou a Nancy Souza.

Referência na oncologia, a prevenção de diversos tipos de câncer recebeu destaque na programação do hospital. A doença ocupa a segunda causa de morte por doença no Brasil, atrás somente das doenças cardiovasculares. A origem de 80% a 90% de todos os tipos de cânceres tem envolvimento com agentes ambientais, representados por compostos químicos oriundos do tabagismo, alcoolismo e, principalmente, da dieta alimentar, bem como de agentes físicos representados pela luz ultravioleta ou solar, causa principal do câncer de pele.

No Pará, assim como no Brasil, busca-se reduzir as disparidades no enfrentamento e na ocorrência de câncer em todas as localidades e classes sociais com políticas públicas que valorizem ações de educação continuada, detecção precoce e maior acesso ao cuidado nos diferentes níveis de atenção da saúde.

Por Leila Cruz

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