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Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia
É uma entidade filantrópica de direito privado, sem fins lucrativos, cuja finalidade é restrita ao apoio assistencial à doentes acometidos de câncer em tratamento no HOL. Independente de credo religioso e sem caráter político-partidário.
 
 

BANCO DE OLHOS

O Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola foi instalado em 2001 como resultado de uma parceria do Governo do Estado, Sociedade Paraense de Oftalmologia, Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESPA), Hospital Ophir Loyola (HOL) e o Lions Clube de Belém Centro. Antes, o Banco de Olhos, implantado no Pará pela Sociedade Paraense de Oftalmologia, funcionava precariamente no Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, foi transferido para as dependências da Santa Casa de Misericórdia do Pará, quando passou a contar com o apoio do Lions Clube de Belém Centro.

A transferência para o Hospital Ophir Loyola, do qual hoje faz parte, partiu de um projeto elaborado pela médica oftalmologista Ana Cristina Lobato Marques Vendramini, pela Sociedade Paraense de Oftalmologia, e pela professora Dyrce Koury Wagner, representando o Lions Clube de Belém Centro e apresentado ao médico Nilo Alves de Almeida, na ocasião Diretor Geral do HOL, que, após aprová-lo, o encaminhou ao médico Almir de Oliveira Gabriel, então governador do Estado, que autorizou a sua implantação no HOL.

Assim, o Ophir Loyola assumiu a adaptação da parte infra-estrutura para sua implantação, o Governo do Estado adquiriu os equipamentos especializados, e o Lions Clube de Belém Centro se responsabilizou pela aquisição dos móveis e de um frezzer específico para o armazenamento das córneas.

O objetivo do projeto era aumentar a doação e captação de córneas e o número de transplantes, bem como viabilizar a implantação de uma infra-estrutura adequada, com tecnologia de ponta, para melhorar o trabalho dos oftalmologistas credenciados pelo Ministério da Saúde que se dedicam ao transplante de córneas e garantir a qualidade dos procedimentos.

Saiba sobre as doações de córneas
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Como faço para ser um doador de córneas?
R: Você deve expressar sua vontade em vida aos seus familiares, pois, serão eles que autorizarão a retirada das córneas.

O que deve fazer a família do doador?
R: Estar preparada para avisar ao Banco de Olhos ou à Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos (CNCDO), da Sespa, imediatamente após a morte do doador, pois os olhos poderão ser retirados só até 6 horas após o falecimento.
Basta comunicar pelos fones: 3342-1399 ou 9995-1384 (24 horas)

Há deformação com a retirada das córneas?
R: Não, porque as córneas são retiradas segundo técnica cirúrgica que não deixa qualquer vestígio.

Quanto se paga pelas córneas?
R: Não se paga nada por elas, mas também nada se cobrará das pessoas que as receberão.

O Banco de Olhos opera o paciente que necessite de transplante?
R: O Banco de Olhos é um laboratório e tem como principal finalidade captar, avaliar, armazenar e disponibilizar as córneas de acordo com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O transplante é realizado somente por oftalmologistas credenciados pelo Ministério da Saúde em uma unidade hospitalar também devidamente credenciada pelo Ministério da Saúde.

Se a pessoa estiver apenas aparentemente morta, ficará sem visão?
R: A constatação da morte é feita pelo médico antes de efetivada a doação, torna essa circunstancia impossível de ocorrer.

Se alguém quiser doar as córneas para uma determinada pessoa, poderá?
R: Não. De acordo com a Lei de Doação de Órgãos, há uma lista única para cadastro de receptores, fazendo com que os pacientes inscritos nesta lista sejam atendidos mais rapidamente usando córneas doadas indiscriminadamente.

Como são escolhidas as pessoas destinadas a receber córneas doadas?
R: O Banco de Olhos atende a portaria 682 GM/Ministério da Saúde de 16/11/99 que determina: "A distribuição de córneas deve obedecer a ordem de inscritos no cadastro técnico de receptores, ou seja, seguir uma fila única para distribuição, avaliando prioridades clínicas e o tempo de espera que o indivíduo está aguardando para receber a córnea".

Há limite de idade para ser doador e para o transplante?
R: Não há limite de idade para ser doador e o paciente pode ter qualquer idade para ser beneficiado com o transplante.

Pessoa que tenha qualquer deficiência dos olhos, pode ser doadora?
R: Sim, mesmo que tenha olhos afetados por miopia, hipermetropia, astigmatismo , catarata e outras doenças, poderá doá-los pois, para transplante, é aproveitada apenas a córnea e o restante é utilizado para pesquisa de doenças oftalmológicas.

No caso de falecimento sem prévia doação mas com o consentimento da família, podem os olhos serem utilizados pelo Banco de Olhos?
R: Sim, basta que o Banco de Olhos seja informado a tempo, e que a família assine um termo autorizando a retirada da córnea.

Qual a posição das religiões com relação a doação?
R: As religiões são profundamente favoráveis à doação, encarando-a como um ato de humanismo, caridade e amor.

Informações/Inscrições:
Banco de Olhos - HOL
Endereço: Av. Magalhães Barata,992
Bairro: São Brás - cep: 66063-240
Contato: (91) 3342-1399 ou (91) 9995-1384