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Instituto Ophir Loyola e Hospital dos Servidores do Pará

INSTITUTO OPHIR LOYOLA E

HOSPITAL DOS SERVIDORES DO ESTADO DO PARÁ

 

Em 19 de abril de 1941 é inaugurada a sede do Instituto Ophir Loyola (IOL) na Avenida Independência, 484 (atual Av. Magalhães Barata), tendo como Presidente o empresário Eugênio Soares.

No ano de 1947 é implantado o Departamento de Câncer (DC), inicialmente na Rua Osvaldo Cruz para atender ambulatorialmente os funcionários do Banco da Borracha (atual Banco da Amazônia), em prédio que posteriormente foi doado, passando a compor o patrimônio do Instituto. Na época, o prédio também era ocupado pela Escola de Serviço Social, chefiada pelo Sr. Paulo Eleotério Sênior. Com a ampliação da nova sede e o aumento das atividades, fez-se necessário a contratação de profissionais, especialmente da área médica.

Então, o Sr. Eugênio Soares convida o Dr. Octávio Augusto Pereira Lobo, recém-chegado de sua especialização em Radiologia, no Rio de Janeiro, para organizar o Serviço de Radiologia e Radioterapia do Instituto. O Dr. Octávio Lobo ponderou ao Presidente sobre a necessidade da criação simultânea dos Serviços de Anatomia Patológica e de Cirurgia, peças indispensáveis na estruturação do diagnóstico e tratamento do câncer. Assim, convidou o Dr. José Monteiro Leite, patologista, que por sua vez, estendeu o convite aos seus colegas de turma, Gervásio Cunha Gonçalves, Jean Chicre Miguel Bitar e Renato Chalu Pacheco, cirurgiões, alguns com experiência oncológica já adquirida no Instituto Nacional de Cancerologia (INCA), no Rio de Janeiro. Compondo a equipe os Drs. Armando Novais Morelli, Cláudio de Mendonça Dias, Cláudio Pastor Dacier Lobato e Elisa Chermont Roffé.

Os cirurgiões foram auxiliados em suas atividades pelo anestesiologista Isaac Jaime Gabbay e, posteriormente, pelo também anestesiologista Mário Ruben de Mello Martins, que mais tarde viria a chefiar o Serviço de Anestesiologia. Estava assim consolidado o núcleo fundamental sobre o qual viria a se estruturar o atual Hospital Ophir Loyola.

Nesse mesmo ano, o Instituto inaugura o Banco de Sangue, o Serviço de Anatomia Patológica e as Salas de Cirurgia e Esterilização e é reconhecido como Entidade Pública pelo Governo Federal e Estadual, por meio dos Decretos nº 3.877, de 12 de fevereiro, e nº 888, de 24 de outubro.

Em 1950, o Dr. Octávio Lobo cria então o Serviço de Radiologia e de Radioterapia, iniciando desta maneira de forma pioneira o tratamento do câncer através da Radioterapia no Estado do Pará e no Norte do Brasil.

Na época, para fazer frente às enormes despesas com a consolidação do Departamento do Câncer na Rua Oswaldo Cruz, a diretoria do Instituto decide emitir títulos de sócios-proprietários, a maioria formada por médicos que trabalhavam no Instituto.

Em 1960, é adquirida da Canadian Atomic Energy a primeira bomba de Cobalto 60. Logo após, em 1973, o Hospital recebe através de doação do Ministério da Saúde o primeiro acelerador linear. Ambos foram os primeiros instalados na Região Norte do Brasil.

Em 09 de fevereiro de 1961, é assinado um convênio, pelo tempo mínimo de 15 anos e máximo de 30 anos, entre o Instituto Ophir Loyola (IOL) e o Hospital dos Servidores do Estado (HSE), criado por meio do Decreto nº 2.114 de 29 de dezembro de 1960. A finalidade era proporcionar assistência médico-hospitalar, preferencialmente, aos servidores civis e militares do Estado do Pará e suas famílias, inclusive os inativos e, facultativamente, à população em geral. Nesse convênio, incorpora-se a troca de serviços, incluindo a instalação do HSE, em prédio pertencente ao IOL.

Em 1962, com o falecimento do Sr. Eugênio Soares, o Dr. Jean Bitar assume a Presidência do Instituto Ophir Loyola (IOL).  No dia 12 de março de 1971, é criada a Faculdade Estadual de Medicina do Pará, que passa a ocupar área contigua das Instituições por 21 anos. As três Instituições eram dirigidas pelo Dr. Jean Chicre Miguel Bitar, um dos grandes nomes da gestão IOL.

O convênio fez o Hospital dos Servidores do Estado evoluir o seu corpo clínico e área física. O IOL, também, modificou-se; especializou-se cada vez mais em oncologia, englobando o tratamento clínico, cirúrgico e radioterápico. Em 1977, o Instituto, já realizava sessões de quimioterapia e contrata o primeiro oncologista clínico, Dr. José Luiz de Amorim Carvalho.

Em 1992, por determinação governamental, o Instituto Ophir Loyola, é desapropriado pondo fim a três décadas de convênio. O Hospital dos Servidores do Estado foi extinto em 1995 e, nesse ano, por definição do Governador Almir Gabriel foi feita a fusão administrativa entre as Instituições, tendo como essência administrar o Hospital Ophir Loyola, por meio de uma nova Instituição criada pelo Decreto Lei nº 5.945 de 02 de fevereiro de 1996, a Empresa Pública Ophir Loyola.

Em agosto de 1999 é Implantado o Serviço de Transplante Renal. Em 2000, o HOL é o primeiro hospital em todo o Norte do Brasil a realizar transplante com doador cadáver, aumentando as expectativas de crescimento do número de cirurgias e dando novas esperanças aos pacientes.

Nesse mesmo ano, também consolida o Serviço de Hemodiálise, iniciado em 1999, tratamento indispensável aos doentes renais, e implanta o Serviço de Cirurgia da Obesidade, que, credencia o Hospital como referência na Região Norte para este procedimento.  Atualmente, esse serviço não é mais executado no hospital, sendo realizado no Centro Hospitalar Jean Bitar.

O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) inicia suas atividades em 2001, inspiradas no Centro de Suporte Terapêutico Oncológico (CSTO) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A Humanização no atendimento no HOL consolida-se em 2002, através do Programa Nacional de Humanização dos Serviços de Saúde, com o objetivo de reduzir as dificuldades durante o tratamento e recuperar a comunicação entre profissional e usuário, além da melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

Também em 2002, o HOL, com objetivo de dar continuidade ao ensino das crianças internadas para tratamento oncológico, efetiva parceria com a Secretaria Executiva de Educação (SEDUC) com interveniência da Secretaria Especial de Estado e Proteção Social, através de Convênio de Cooperação Técnica nº 211-2002/SEDUC, dando legalidade à estruturação do Serviço de Classe Hospitalar, denominado Projeto Prosseguir, que tem como finalidade assegurar o direito das crianças a continuar o processo ensino-aprendizagem e reintegrar-se ao grupo escolar, com benefício cultural e, principalmente, educacional, minimizando, assim, suas perdas sociais e psicológicas.

O Banco de Olhos, antes pertencente à Sociedade Paraense de Oftalmologia, em 2002, por força de portaria ministerial, foi reformado e inaugurado no HOL, com um laboratório equipado para avaliar e preservar a córnea a ser distribuída pela Central de Captação de Órgãos.

O Núcleo de Acolhimento ao Enfermo Egresso (NAEE) é inaugurado em 16 de março de 2004. Espaço voltado com exclusividade para pacientes com câncer, egressos do interior do Estado, que não possuem residência em Belém.

Em 29 de abril de 2005, é inaugurado o Hospital Dia do HOL, modelo de assistência moderna, onde são tratados pacientes que necessitam de atendimento especializado, mas que não ficam internados, pois retornam para suas residências ao final do dia.

Em 2006 é extinta a Empresa Pública Ophir Loyola, passando seus ativos e passivos, direitos e obrigações para o Hospital Ophir Loyola, criado pela Lei no 6.826, de 1º de fevereiro, com natureza jurídica de autarquia, sem fins lucrativos, com autonomia técnica, administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial, órgão de atuação especial da Secretaria de Estado de Saúde Pública, visando o bem-estar da população do Estado do Pará.

 

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