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No Pará, o hospital Ophir Loyola oferece assistência ambulatorial para pacientes de todas as idades totalmente disponibilizados pelo SUS. Os pacientes são encaminhados através da Central de Leitos e logo na primeira consulta recebem esclarecimentos e orientações quanto aos procedimentos realizados para trazer esses pacientes ao convívio social.

Fissurado labiopalatal é a criança que nasce com o lábio superior ou palato partido. Estas estruturas  não fecham devido à má formação na face do bebê durante a gravidez.  A criança com fissura labial ou palatina tem dificuldade para se alimentar, respirar e falar. Essa alteração da anatomia da face, deixa as crianças mais vulneráveis a aspirar o alimento, podendo provocar infecções como otites e pneumonias.

O mecanismo de formação dessa anomalia crânio-facial ocorre entre a quarta e oitava semana de gestação. Isso se dá devido a falhas do desenvolvimento e maturação dos processos maxilares e palatinos. Pode-se obter o diagnóstico precoce com a ultrassonografia, a partir da 14ª semana de gestação, no entanto o tratamento pode ser iniciado somente após o nascimento do bebê.

O acompanhamento deve ser iniciado antes da aquisição da fala, deve ocorrer durante todo o crescimento infantil.  Assim como a cirurgia, o monitoramento da voz é essencial para resultados além dos estéticos. A evolução da fala gera um acréscimo na autoestima e aumenta a interação do indivíduo com a sociedade.

Muitas são as dificuldades. Os pacientes  podem adquirir  problemas psicológicos ocasionados pelo preconceito enfrentado no dia a dia. A causa é multifatorial, pode ser genética – ligada as anormalidades cromossômicas ou gênicas- ou adquirida por viroses como a rubéola ou maus hábitos na gestação. A solução é a correção cirúrgica realizada ainda nos primeiros meses de vida, em média no terceiro mês para fechar o lábio e um ano e seis meses para a reconstituição do palato. O tratamento adequado  ajuda a amenizar as perdas sociais, ocasionadas tanto pela vergonha da cicatriz quanto pela dificuldade de comunicação devido à falha na articulação da voz.

O serviço é composto por vários especialistas como assistente social, cirurgião plástico, cirurgião odontólogo, enfermeiro, fonoaudiólogo, psicológo  e nutricionista.  O grupo presta assistência humanizada  aos pacientes que muitas vezes vêm de localidades distantes. Os  municípios que mais originam pacientes são Abaetetuba, Cametá, Marajó, Salinópolis e os estados do Maranhão e Amapá. A maioria dos fissurados é do interior e possui um baixo poder aquisitivo, o que dificulta o acesso as informações sobre a cirurgia.